Subentendido

Passamos a vida a procurar
Alguém para que se possa sempre recordar
A voz de carinho no momento de amor
O ombro amigo do momento de dor

E nessa procura caminhamos sem saber
Quando e como que pode acontecer
Se será em um esbarrao num lugar qualquer
Se teremos chances de se escolher

E no momento que te encontrei
Bati o olho e me apaixonei
Sabia que sem você nada mais importa
Era o amor batendo em minha porta

Agora não queremos desgrudar
Amar, amar e amar
Caminhar na praia e contemplar
Eu e o mar o mar e ela

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Vulneráveis

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Encontraram-se nos sambas de roda da vida
Carregados de versos e canções
Trazendo consigo desilusões sofridas
Querendo amar em todos refrões

E assim cruzaram olhares
Trocaram carícias e confidências
Aos poucos foram transformando solitários em pares
Fazendo a paixão virar dependência

O amor virou vício
Não conseguiram fugir dessa coisa de pele
A química que surgiu no início
Não terá romance escrito que revele
E aos poucos eles que não acreditavam em amores improváveis
Tornaram – se uma dupla de dois vulneráveis.

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Beleza Universal

Cabelos negros brilhantes como a joia mais preciosa

Pernas torneadas e desenhadas na perfeição do traçado do mais talentoso pintor

A graça e simpatia daquela moça

Arrancava suspiros até do coração mais cheio de rancor

Seu caminhar era como uma onda a beijar o mar

Sorriso largo que me fazia admirar

Sua nudez instigada e imaginada por diversos apaixonados

O coração, talvez tivesse dono e outrora fora rejeitado

E a cada dia de delírio

De paixão cada vez mais enlouquecedora

Meus olhos precisavam daquele colírio

Do olhar de medusa no receituário exigindo-o de hora em hora

E ao desabafar com um amigo

Descrevendo em detalhes cada qualidade

Desabafando o meu andejo naquela estrada vicinal

E na ânsia de ajudar-me a acordar deste sonho surreal

Eis que ele me pergunta se era possível, em um mundo de diversos gostos e prazeres

Entre tantas morenas, loiras, ruivas, pardas e etecetera e tal

Estarmos eu e a torcida da dupla gre-nal, caídos de amor por aquela morena

Eu lhe respondo: trata-se de uma beleza universal

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Amor torto

Se encontraram em alguma letra de música de uma banda independente.

E entre um vagão de trem e outro se esbarraram em alguma estação

Ela, nunca esteve tão carente

Ele, contendo impulsos e exalando tesão

Não entendiam como o destino funcionava

Se aquilo era uma coisa de pele, de carne ou de emoção

Não entendiam e ela chorava

Ele inquieto procurando a razão

Nos detalhes e nas manias se percebiam

Nas conversas demoradas se identificavam

No frio se aqueciam

No calor se queimavam

E nas idas e vindas da vida

Continuam a se encontrar na passarela

Um amor escrito torto

Entre a fera e a bela

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Conto da vida real

Marina levantou mais cedo naquele dia quente de Rio de Janeiro, tirou sua camisola 36 e foi para o banho gelado, o salário da Mãe não tinha dado para quitar todas as contas. Abriu a geladeira e deixou o último pão para o irmão Tadeu. Desde pequena conviveu com sermões de que homem tem que comer mais que mulher, ainda não entendia isso e acreditava nunca ter burrice o suficiente para entender.

Desceu as escadarias do morro pensativa, ainda não conseguira entender o porquê de o irmão andar mais irritadiço e sempre com fome. Acreditava, e queria acreditar, que era apenas uma fase da adolescência e que ela passaria por isso um dia. No auge dos seus 14 anos, Marina tinha muita responsabilidade, tirava notas boas e se saia bem nos tatames. Sua aula preferida sempre foi a de artes, só que não uma arte abstrata e sim uma arte física, a arte marcial, o dom que ela trazia consigo desde a primeira aula de judô voluntário que havia participado na infância.

A vida, por si só, já é um caminho tortuoso. E no morro, no meio da pobreza, é ainda mais desafiadora e desleal, quase que uma questão de sobrevivência. Marina não queria aquilo para seu futuro, aliás, não queria para ninguém de sua família. Seu maior sonho era ouvir o hino nacional no lugar mais alto do pódio com uma medalha de ouro pesando no pescoço, sabia que assim poderia dar melhores condições de vida para sua Mãe e seu irmão, que mesmo sendo mais velho jamais fez às vezes de Pai. O passado de seu Pai era algo nebuloso, apenas sabia que a bala de um policial havia interrompido a vida daquele homem que sustentava a família com rolos e roubos. Marina ainda era pequena quando perdeu o Pai, e pouco entendia o significado da morte, achava que encontraria todos na floresta que seu primeiro animal de estimação habitava após ter sido envenenado pelo vizinho.

No caminho do treino imaginou pela milésima vez a final do feminino de judô das Olimpíadas que ocorrerão no Rio em 2016, o golpe perfeito, o Uchimata aplicado com toda técnica e plasticidade, seu golpe preferido e treinado com maior dedicação com certeza lhe traria esse triunfo. Suas pernas compridas lhe beneficiavam na prática do esporte e já tinham lhe rendido algumas medalhas em campeonatos amadores e alguns estaduais.

O ônibus para, assalto à mão armada. A máscara esconde o rosto dos ladrões mas Marina consegue reconhecer o irmão pelo olhar. Quando levanta para tentar impedir Tadeu daquela loucura, ela ouve um estrondo. A bala que um dia veio de uma arma de um policial e matou seu Pai, dessa vez veio da arma do amigo de seu irmão que não a reconheceu e agiu no impulso quando percebeu o movimento abrupto de Marina. Ali caída no chão do ônibus, junto das mãos firmes de Tadeu estava Marina já sem vida e junto dela a medalha que deixaremos de conquistar.

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Rima simples

Me perguntas porque escrevo de amor!?

Ora pois, até hoje não achei rima melhor para flor

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Saudade inANIMADA

A saudade bateu o telefone

Falou em querer sem querer

Quis rasgar as cartas de amor

Mal me quer do bem me quer

E as mensagens endereçadas

Se perderam no caminho

E eu que nunca tive nada

Acostumei a ser sozinho

A saudade inimiga das horas

Cansou de esperar teu perfume

Quis errar em outras camas

Quis ser tola, quis ter ciúmes

E agora no arrependimento

Na solidão de quem ama

A saudade aperta no peito

Quer voltar e reacender a chama

E nesses versos trôpegos

A saudade resolveu dizer

Que te quer aqui de volta

Para jamais te esquecer

E na hora que a saudade para longe for

Ela traz de volta o nosso amor

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